domingo, 16 de janeiro de 2011

Sem nada a declarar

"...Escola se coagulou em Galinheiro onde se choca a histeria, o torcicolo & repressão sexual, não existindo mais saída a não ser fechá-la & transformá-la em Cinema onde crianças & adolescentes sigam de novo as pegadas da Fantasia com muita bolinação no escuro."
[ROBERTO PIVA]

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Eu sou o resto

Eu mereço uma cruz tão grande e pesada quanto ao do suposto Cristo. Por que agora só há desejo em mim. Desejo de algo que eu não faço a mínima ideia do que é. Então me esqueci das minhas origens ? E a abominação que sinto em relação a um globo podre se apagou nos meus sonhos adolescentes ? Vou voltar a deixar aqui o meu desespero.

domingo, 3 de outubro de 2010

Mostra a tua cara!

Nunca senti tanta vergonha nessa minha vasta e podre existência quanto eu to sentindo agora... É burrice e inocência ao mesmo tempo. Aderi ao nariz de palhaço já temos tipos representivos que ridicularizam o país. Então a nossa sociedade, além de maquinas, são maquinas ridicularizadas... Eu não suporto olhar pros lados... Vou fechar meus olhos pra isso tudo e me trancar no meu espaço vazio...

domingo, 22 de agosto de 2010

Caos

Quanto ócio.
Um tiro no escuro, todos descansam, amanhã será mais um dia cinza pesado. Atropelando e dilacerando os cegos. E como robôs eles seguem essa trajetória, que no final dá no seu próprio abate.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Intestino cego

Doendo em vida.
Dói a barriga, a fome chega. A última vez que comeu ? Não sei, não sabe, será que comeu ? Agonizando, no resto que lhe sobra. E o que lhe sobra, a vida ? Ou o resto dos detritos do bicho irmão ? Sobra a morte refletida nos olhos doídos.
E agora ? Só ausência. Um buraco no chão, os olhos mortos, abertos, esfomeados.
Retirou o peso do seu corpo da Terra destruída. Foi coberto de terra preta.
Hoje foi enterrado mais um indigente. Não faz diferença pra eles.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Meu mundo caiu

15 anos de mentiras. Caiu a mascara, dói em mim, dói no resto, dói nas paredes surradas da cidade, dói nos becos sujos, dói nos bichos sem razão, dói nos bichos esfaimados. É tudo cinza e feio.

Enxovalhar

Mais um dia de pura indolência e hipocrisia. A reflexão de um bicho imundo, consumindo meus irmãos, consumindo todo o resto. Sou mais um animal cego, sem razão, desalmado, estou aqui agora, cavando minha própria cova fúnebre, estou enfraquecida com tudo isso, mal consigo respirar esse ar mecanizado, essa maquina me manuseia agora. Sou escrava de mim mesma, acabei com a minha própria liberdade. Cavei minha própria cova... Dedico essa porcaria a uma conversa estimulante que tive com uma criatura que conversei por Internet, é insensível isso, é duro, eu sei, desculpe essa modéstia escrota, dedicado à Marcella Riner.